Em qual acreditar?
Olá a todos!
Lembrei-me de escrever sobre as "confusões" que os sentidos no podem criar. Um diz uma coisa e o outro completamente diferente... Alguns exemplos são triviais mas outros são mesmo verdadeiros casos complicados.
Ouvir coisas, pequenos barulhos em casa e não descobrir o que é é algo bastante frequente. Basta existirem correntes de ar, móveis que estalam porque estão a arrefecer e voltam ao seu tamanho original (sim, os objectos mudam de tamanho, ainda que seja muito pouco perceptível, por causa do calor), enfim, muitos exemplos se poderiam dar. Nestes casos, nenhum dos sentidos está a dar uma informação errada nem o cérebro está a processar informações erradamente nem estará confuso. Mas casos há em que se cria a confusão.
Imaginem que se sabe qual o composto que dá o aroma do vinho do Porto quando ele é bastante velho (sim, já se sabe isso!). Mas esse composto só dá o AROMA de um vinho envelhecido, não dá o PALADAR, nem a COR! Se acrescentarmos esse composto num vinho do Porto recente, ou até num vinho de mesa, o aroma resultante é muito semelhante ao de um vinho antigo. No entanto os olhos dizem que não é um vinho velho mas sim um recente. Então vamos tirar a prova, ou pelo menos usar outro sentido para ajudar a decidir o que é aquilo: o paladar. Bem, acreditem que ficamos desapontados ao provar o vinho! O aroma do vinho criou expectativas em relação ao seu paladar, muito mais se a pessoas está habituada a beber vinho do Porto antigo. O vinho continua a ter o mesmo paladar.
Audição:Tambores
Paladar: Caramelos
Aroma: Planta do anis
Tacto: Água do mar, seca, na nossa pele
Visão: Relva

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