
Olá a todos! Depois de ter escrito um pouco sobre os 5 sentidos, apeteceu-me escrever um pouco sobre as interferências diárias que lhes infligimos. Uma característica comum a todos os sentidos é que eles podem deixar de enviar os "sinais" daquilo que estão a sentir. Ou melhor, o cérebro "desliga-se" daquilo que eles estão permanentemente a enviar-lhe. Por exemplo, muitos de nós usamos relógios, pulseiras, fios ao pescoço, brincos, óculos, etc. O tacto está permanentemente a enviar o sinal relativo à presença destes objectos. No entanto, nós não somos incomodados com isso porque o cérebro despreza essa informação. O mesmo fazem os ouvidos relativamente a todas as máquinas que temos a trabalhar à nossa volta e estão a emitir ruídos, que muitas vezes são incomodativos mas acabamos por nos habituar. O nosso nariz relativamente a perfumes e os cheiros do local onde estamos. Quem está muito tempo numa cozinha a preparar a refeição deixa de ter tanta sensibilidade para sentir os aromas. A tudo isto se pode chamar a "saturação sensorial.
No entanto, tenho de referir um pequeno ponto: a diminuição da "sensibilidade sensorial" pode, em muitos casos, não implicar de modo algum a incapacidade sensorial. Por exemplo, quem trabalha na indústria dos perfumes e tem por função a criação de novas fragâncias para o consumismo crescente, terá a sensibilidade ofactiva diminuída de algum modo. No entanto, a capacidade de "sentir" os aromas é tão grande que essa diminuição não se traduz na incapacidade de trabalhar nem sequer na diminuição efectiva da capacidade do "expert".
De qualquer forma, a saturação dos sentidos não é quotidianamente sentida pelas pessoas, a não ser, em alguns casos, pelo aparecimento de algumas dores de cabeça...
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Fiquem bem
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Som: Sull Lull - Jan Garbarek, Anouar Brahem, Shaukat Hussain
Visão: Neve
Tacto: um punhado de terra
Paladar: Maracujá
Aroma:Limão
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