5 Sentidos e algo mais

Falar sobre os 5 sentidos não é fácil... existe tanta coisa relacionada com eles... mas todos estão ligados por um pouco em comum: o cérebro. Este blog tenta abordar temas relacionados com os 5 sentidos e tentará colocar a "funcionar" o cérebro de toda a gente.

domingo, fevereiro 19, 2006

Em qual acreditar?

Olá a todos! Lembrei-me de escrever sobre as "confusões" que os sentidos no podem criar. Um diz uma coisa e o outro completamente diferente... Alguns exemplos são triviais mas outros são mesmo verdadeiros casos complicados. Ouvir coisas, pequenos barulhos em casa e não descobrir o que é é algo bastante frequente. Basta existirem correntes de ar, móveis que estalam porque estão a arrefecer e voltam ao seu tamanho original (sim, os objectos mudam de tamanho, ainda que seja muito pouco perceptível, por causa do calor), enfim, muitos exemplos se poderiam dar. Nestes casos, nenhum dos sentidos está a dar uma informação errada nem o cérebro está a processar informações erradamente nem estará confuso. Mas casos há em que se cria a confusão. Imaginem que se sabe qual o composto que dá o aroma do vinho do Porto quando ele é bastante velho (sim, já se sabe isso!). Mas esse composto só dá o AROMA de um vinho envelhecido, não dá o PALADAR, nem a COR! Se acrescentarmos esse composto num vinho do Porto recente, ou até num vinho de mesa, o aroma resultante é muito semelhante ao de um vinho antigo. No entanto os olhos dizem que não é um vinho velho mas sim um recente. Então vamos tirar a prova, ou pelo menos usar outro sentido para ajudar a decidir o que é aquilo: o paladar. Bem, acreditem que ficamos desapontados ao provar o vinho! O aroma do vinho criou expectativas em relação ao seu paladar, muito mais se a pessoas está habituada a beber vinho do Porto antigo. O vinho continua a ter o mesmo paladar.
Audição:Tambores
Paladar: Caramelos
Aroma: Planta do anis
Tacto: Água do mar, seca, na nossa pele
Visão: Relva

domingo, fevereiro 12, 2006

Interferências....

Olá a todos! Depois de ter escrito um pouco sobre os 5 sentidos, apeteceu-me escrever um pouco sobre as interferências diárias que lhes infligimos. Uma característica comum a todos os sentidos é que eles podem deixar de enviar os "sinais" daquilo que estão a sentir. Ou melhor, o cérebro "desliga-se" daquilo que eles estão permanentemente a enviar-lhe. Por exemplo, muitos de nós usamos relógios, pulseiras, fios ao pescoço, brincos, óculos, etc. O tacto está permanentemente a enviar o sinal relativo à presença destes objectos. No entanto, nós não somos incomodados com isso porque o cérebro despreza essa informação. O mesmo fazem os ouvidos relativamente a todas as máquinas que temos a trabalhar à nossa volta e estão a emitir ruídos, que muitas vezes são incomodativos mas acabamos por nos habituar. O nosso nariz relativamente a perfumes e os cheiros do local onde estamos. Quem está muito tempo numa cozinha a preparar a refeição deixa de ter tanta sensibilidade para sentir os aromas. A tudo isto se pode chamar a "saturação sensorial. No entanto, tenho de referir um pequeno ponto: a diminuição da "sensibilidade sensorial" pode, em muitos casos, não implicar de modo algum a incapacidade sensorial. Por exemplo, quem trabalha na indústria dos perfumes e tem por função a criação de novas fragâncias para o consumismo crescente, terá a sensibilidade ofactiva diminuída de algum modo. No entanto, a capacidade de "sentir" os aromas é tão grande que essa diminuição não se traduz na incapacidade de trabalhar nem sequer na diminuição efectiva da capacidade do "expert". De qualquer forma, a saturação dos sentidos não é quotidianamente sentida pelas pessoas, a não ser, em alguns casos, pelo aparecimento de algumas dores de cabeça... . Fiquem bem . Som: Sull Lull - Jan Garbarek, Anouar Brahem, Shaukat Hussain Visão: Neve Tacto: um punhado de terra Paladar: Maracujá Aroma:Limão