5 Sentidos e algo mais

Falar sobre os 5 sentidos não é fácil... existe tanta coisa relacionada com eles... mas todos estão ligados por um pouco em comum: o cérebro. Este blog tenta abordar temas relacionados com os 5 sentidos e tentará colocar a "funcionar" o cérebro de toda a gente.

quinta-feira, maio 03, 2007

O Regresso... Parte II

Olá a todos! A ausência foi longa. Em parte por falta de tempo, em parte por falta de vontade... coisas da vida. Espero que este post ainda vos encontre por aí. Tenciono retomar a escrita, sempre que possível. Talvez não tão larga de conhecimento, talvez mais específica, mais pormenorizada, mais pequena... Vamos ver no que isto dá. Tenham um bom dia!

quarta-feira, março 15, 2006

Quanto vale cada um?

Olá a todos! Muitos de vocês pensam que "sentir" é algo de especial. Sentir os produtos, alimentos, perfumes, coisas do estilo. Que requer pessoas com capacidades especiais, quase sobre-humanas. Mas estão enganados. Não requer nada mais do que treino. Todos temos os 5 sentidos (ou quase todos), e podemos "treiná-los" de forma a termos a percepção melhorada, mais atenta. Todas as qualidades que os "especialistas" encontram num queijo, num perfume, num vinho, num café, num bife, numa cerveja, num sumo de laranja, numa batata frita ou num detergente, existem para toda a gente. Não são só os especialistas que as sentem, os restantes é que não estão suficientemente atentos a elas. Aliás, vou dar uma prova disso: A maior parte das mudanças das características de um produto alimentar passa por uma auscultação do consumidor. Não são os especialistas que decidem por si. Propõem sim, coisas novas aos consumidores habituais, que depois manifestam a sua opinião sobre a sugestão. São sempre as capacidades sensoriais do cliente que "decidem" as características do produto. Se assim não fosse, o produto deixaria de ser vendável. Cada um dos consumidores tem uma opinião válida, que interessa realmente. E, todos juntos, "tomam" as decisões sobre as qualidades do produto...

terça-feira, março 14, 2006

Tailor-made products...

Olá a todos!
Este tópico é dedicado àqueles que pensam que pouco se sabe e menos se faz sobre pesquisa sensorial. A investigação sensorial é algo essencial na economia moderna. Por muito que se aposte em marketing e publicidade, a sobrevivência de um produto depende maioritariamente das suas qualidades intrínsecas. Em muitos casos, as propriedades sensoriais são as mais importantes: o cheiro de um perfume, a cor de um tecido, a textura de um objecto, o paladar de um alimento ou o som de um instrumento. Descobrir as “qualidades sensoriais” de um produto é tão importante como saber o que o consumidor deseja. Encontrar a razão científica para essas qualidades garante o sucesso, se soubermos o que o consumidor pretende. Dou vários exemplos… Sabem que alguns refrigerantes possuem diferentes teores de açúcar em diferentes países? O consumidor assim o exige. Quer seja por gostarem de coisas doces ou por se preocuparem com a linha. Sabem que as diferentes cervejas que encontramos no mercado são diferentes, principalmente, por causa da forma como a cevada é seca? Assim conseguimos ter cervejas mais ou menos escuras, com maior ou menor suavidade, a partir do mesmo produto inicial. Sabem que se tenta encontrar os aromas característicos das diferentes castas de uvas, de forma maximizar o potencial de qualidade de cada vinho? Há castas mais ácidas, aromas mais ou menos florais, ou vegetais, ou até mais amanteigados. Sabem que se tenta reproduzir, de diversas formas, os paladares e aromas dos mais diversos frutos, para obter o melhor iogurte de aroma? Nem sempre é possível, mas a proximidade ao fruto é essencial para o sucesso. Ninguém quer um iogurte de baunilha a saber a caramelo, apesar de poderem ser confundidos. Sabem que se estuda intensamente o tempo de cozedura de batatas fritas, hamburgers e outros produtos alimentares cozinhados, de forma a serem o mais próximo dos tradicionais ou então para terem o paladar, consistência e aroma favoritos? Muito se tem feito em relação ao estudo de propriedades dos alimentos. É fácil de ser ver, pela diversidade de produtos ao nosso dispor e pelo aumento constante da sua qualidade. Saber o que diferencia dois produtos é importante, se soubermos reproduzir e controlar as propriedades. Só assim poderemos produzir aquilo que o consumidor deseja. Tenham um bom dia.

domingo, fevereiro 19, 2006

Em qual acreditar?

Olá a todos! Lembrei-me de escrever sobre as "confusões" que os sentidos no podem criar. Um diz uma coisa e o outro completamente diferente... Alguns exemplos são triviais mas outros são mesmo verdadeiros casos complicados. Ouvir coisas, pequenos barulhos em casa e não descobrir o que é é algo bastante frequente. Basta existirem correntes de ar, móveis que estalam porque estão a arrefecer e voltam ao seu tamanho original (sim, os objectos mudam de tamanho, ainda que seja muito pouco perceptível, por causa do calor), enfim, muitos exemplos se poderiam dar. Nestes casos, nenhum dos sentidos está a dar uma informação errada nem o cérebro está a processar informações erradamente nem estará confuso. Mas casos há em que se cria a confusão. Imaginem que se sabe qual o composto que dá o aroma do vinho do Porto quando ele é bastante velho (sim, já se sabe isso!). Mas esse composto só dá o AROMA de um vinho envelhecido, não dá o PALADAR, nem a COR! Se acrescentarmos esse composto num vinho do Porto recente, ou até num vinho de mesa, o aroma resultante é muito semelhante ao de um vinho antigo. No entanto os olhos dizem que não é um vinho velho mas sim um recente. Então vamos tirar a prova, ou pelo menos usar outro sentido para ajudar a decidir o que é aquilo: o paladar. Bem, acreditem que ficamos desapontados ao provar o vinho! O aroma do vinho criou expectativas em relação ao seu paladar, muito mais se a pessoas está habituada a beber vinho do Porto antigo. O vinho continua a ter o mesmo paladar.
Audição:Tambores
Paladar: Caramelos
Aroma: Planta do anis
Tacto: Água do mar, seca, na nossa pele
Visão: Relva

domingo, fevereiro 12, 2006

Interferências....

Olá a todos! Depois de ter escrito um pouco sobre os 5 sentidos, apeteceu-me escrever um pouco sobre as interferências diárias que lhes infligimos. Uma característica comum a todos os sentidos é que eles podem deixar de enviar os "sinais" daquilo que estão a sentir. Ou melhor, o cérebro "desliga-se" daquilo que eles estão permanentemente a enviar-lhe. Por exemplo, muitos de nós usamos relógios, pulseiras, fios ao pescoço, brincos, óculos, etc. O tacto está permanentemente a enviar o sinal relativo à presença destes objectos. No entanto, nós não somos incomodados com isso porque o cérebro despreza essa informação. O mesmo fazem os ouvidos relativamente a todas as máquinas que temos a trabalhar à nossa volta e estão a emitir ruídos, que muitas vezes são incomodativos mas acabamos por nos habituar. O nosso nariz relativamente a perfumes e os cheiros do local onde estamos. Quem está muito tempo numa cozinha a preparar a refeição deixa de ter tanta sensibilidade para sentir os aromas. A tudo isto se pode chamar a "saturação sensorial. No entanto, tenho de referir um pequeno ponto: a diminuição da "sensibilidade sensorial" pode, em muitos casos, não implicar de modo algum a incapacidade sensorial. Por exemplo, quem trabalha na indústria dos perfumes e tem por função a criação de novas fragâncias para o consumismo crescente, terá a sensibilidade ofactiva diminuída de algum modo. No entanto, a capacidade de "sentir" os aromas é tão grande que essa diminuição não se traduz na incapacidade de trabalhar nem sequer na diminuição efectiva da capacidade do "expert". De qualquer forma, a saturação dos sentidos não é quotidianamente sentida pelas pessoas, a não ser, em alguns casos, pelo aparecimento de algumas dores de cabeça... . Fiquem bem . Som: Sull Lull - Jan Garbarek, Anouar Brahem, Shaukat Hussain Visão: Neve Tacto: um punhado de terra Paladar: Maracujá Aroma:Limão

domingo, janeiro 15, 2006

Viva o novo ano...

Olá a todos! Cada ano que se inicia arrasta consigo uma nova vontade, um novo estado de espírito (quiçá até velho mas sempre esquecido na preguiça quotidiana), um novo aroma. A minha nova vontade é complicar o blog: não falar apenas de questões concretas, de factos que cada um pode testar mas falar sobre questões mais subjectivas, percepções parciais, que são o que nos distinguem de todos os outros. Por exemplo, há aromas que podem ser identificados como sendo de um objecto A para uma pessoa mas, para outra, é o aroma de um objecto B... Quem fala em aromas, fala em sons, tacto, paladar ou observações visuais. . Compreender como uma pessoa perpciona o mundo é uma forma muito directa de percebermos o porquê e como dessa pessoa ser como é. Não é certamente a mais simples, mas é de longe muito mais interessante e mais interactiva. . Abro então uma nova página no blog... daqui a algum tempo, veremos onde isto vai dar. . Tenham um dia bom!

quarta-feira, dezembro 21, 2005

O que te faz feliz?

Olá a todos!
Encontrei este pequeno texto escrito por mim e já nem me lembrava dele. A pedido de uma amiga, que colocou o desafio atroz de descrever o que é que nos faz feliz, escrevi o que se segue...
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"Coisas que me fazem feliz...
São muitas. Pequenas. Simples.
Os amigos, estejam eles à distância de uma porta, de uma rua, de uma chamada ou de uma viagem de avião.
A praia e o mar, em qualquer altura do ano.
Um jardim florido.
Os raios do Sol de Inverno (que bom que é estar deitado a receber tão magnífica luz).
O canto dos pássaros, desde o simples pardal, ao rouxinol, melro ou ao pequeno pisco ribeiro (que povoa os jardins do Palácio de Cristal e as árvores da minha faculdade...)
Receber amigos em casa.
Ouvir música.
Cozinhar para os amigos (é tão bom ver alguém saborear o fruto da nossa arte e mestria!!!).
Criar música.
Partilhar 5 minutos da pausa do café com um colega.
Espantarmo-nos com as capacidades temos.
Olhar as estrelas e imaginar novos mundos.
Ler um livro.
Escrever um livro.
Falar com pessoas mais velhas.
Ficar mais 30 minutos na cama num Domingo chuvoso.
Receber o calor de uma lareira acesa.
Conviver com as pessoas que admiramos.
Beber um bom vinho do Porto.
Conduzir.
Andar de avião.
Ser capaz de explicar aos outros os nossos conhecimentos (de uma forma que até as nossas avós percebessem!!! )
Falar com crianças.
Aprender.
Cultivar a terra e ver crescer tudo o que plantamos.
Fazer um vinho.
Ir ver um jogo qualquer, sem sequer ser adepto de uma das equipas.
Passear pelas terrinhas escondidas do nosso país.
Saborear um bom almoço.
Ir a um concerto.
Ver um filme.
Um sorriso, principalmente feminino. Se Deus criou o homem, logo a seguir criou a maior razão para ele estar feliz. São o raio de luz que nos guia, o perfume que nos faz acordar bem dispostos, a voz que entoa de uma forma bela nos nossos tímpanos, a imagem que nos resume tudo o que de belo tem o mundo.
E tantas outras coisas, que são tão singelas que por vezes me esqueço delas...
e RIR, RIR MUITO, MUITO, MUITO!!!!!"
17 de Janeiro de 2004
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Tenham um dia feliz!!!!